Quais são as doenças oculares mais comuns? Parte 1

Existem alguns problemas oculares muito comuns sejam relacionados a faixa etárias ou a fatores ambientais e hábitos. Alguns deles podem passar despercebidos e evoluírem para complicações, por isso, informe-se e mantenha o check up com o Oftalmologista em dia!
Erros Refrativos
A doença ocular de maior prevalência mundial que atinge mais de 14 milhões de pessoas no Brasil pode ser comum em todas as idades e é uma das principais causas de deficiências visuais (principalmente entre crianças). Se não forem corrigidos podem levar a baixa visão, ambliopia, comprometimento do rendimento escolar nas crianças, perda de qualidade de vida, além de risco de acidentes em qualquer idade.
Hipermetropia
Envolve a refração da luz no interior do olho, ou seja, a luz entra e os raios convergem para um ponto atrás da retina, como se o olho fosse menor. Os principais sintomas são visão embaçada, pois os objetos próximos aparecem desfocados. Na hipermetropia mais elevada objetos longe também ficam embaçados.
Miopia
Envolve a refração da luz no interior do olho, ou seja, a luz entra e os raios convergem em um ponto antes da retina, como se o olho fosse maior. Por isso, a imagem se forma antes da retina e altera a qualidade da visão para longe, dificultando o foco para o que está distante.
Astigmatismo
Envolve a refração da luz no interior do olho, ou seja, a luz entra e os raios convergem em pontos diferentes na retina, formando diferentes imagens. Desta forma, a luz entra de forma difusa e é distorcida em múltiplos pontos de foco na retina tornando a visão desfocada tanto para perto quanto para longe. Outros sintomas além da dificuldade de enxergar para perto e para longe, são a visão embaçada, falta de foco, visão dupla, sentir ardor nos olhos e piscar muito, e todo esforço realizado para enxergar provoca também cansaço ocular.
Presbiopia
Conhecida como ‘vista cansada’, afeta o foco para leitura e para enxergar objetos próximos. A lente natural do nosso olho, o cristalino, possui uma flexibilidade, relacionada às suas fibras e musculatura do corpo ciliar, que permitem focar a visão ao olhar para longe ou para perto, mudando a curvatura e foco, mecanismo conhecido por acomodação. Com a idade essas fibras endurecem, perde-se essa elasticidade, causando dificuldade para enxergar de perto.
Olho Seco
Essa disfunção afeta milhões de brasileiros e corre quando as glândulas lacrimais deixam de produzir adequadamente as lágrimas causando desconforto e irritação. Então, a secura afeta a córnea e a região conjuntiva, que pode evoluir para complicações como inflamações, lesões, úlceras e em casos extremos, perda de visão. Os sintomas de olho seco também podem indicar a presença de outros problemas, como blefarite, pterígio e ceratocone, por exemplo.
Catarata
A doença afeta o cristalino, deixando-o opaco, impedindo a entrada de luz de forma completa, tornando a visão distorcida e embaçada. Além da visão borrada, similar a uma névoa, as cores também ficam desbotadas, há falta de nitidez, imagens turvas e até visão de halos contra a luz. A perda visual é progressiva, ou seja, vai piorando com o tempo, principalmente com o envelhecimento.
Costuma ser mais frequente entre pessoas com 50 anos ou mais. A catarata senil é mais prevalente nas faixas etárias acima dos 65 anos e mais de 70% dos casos ocorrem em pessoas acima de 75 anos, de acordo com o CBO. Porém, a doença pode atingir pessoas mais jovens em alguns tipos, confira abaixo.
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